Ta na hora de nos encontrar nas ruas, na luta e na Urna!

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terça-feira, 20 de abril de 2010

Se liga 16! 2010 é a nossa vez!



Neste ano de eleições, a UBES mobiliza os secundaristas brasileiros a exercerem seu direito ao voto com a campanha “Se Liga 16! 2010 é a nossa vez". A partir dos 16 anos o jovem tem a chance de eleger seus representantes, definindo assim os rumos de nosso país. Como em anos anteriores, a campanha circula nas escolas e chama os jovens a participarem da festa da democracia!

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) lança por todo o Brasil o mote: “Se liga 16! 2010 é a nossa vez!”, voltado aos jovens que já podem tirar seu título eleitoral e fazer valer os seus direitos. Secundarista, se você tem 16 anos ou vai completar essa idade até 3 de outubro, já tem condições de votar, participando das eleições 2010.

Leve o Se Liga 16 para a sua escola! A UBES disponibiliza o material da campanha, confira:
http://www.4shared.com/file/bF4Dpema/campanha_voto_16_2.html
Fonte: UBES.

“Penso que a juventude precisa entender seu papel na construção de um projeto de país”, afirma Yann Evanovick, presidente da UBES. O estudante esclarece que o “Se liga 16!” acontece em dois momentos. O primeiro objetivo é incentivar os jovens com 16 anos a tirar seu título de eleitor. Depois dessa fase, a idéia é estimular o voto consciente. “O eleitor precisa ficar atento e votar em candidatos que tenham disposição para defender os interesses do estudante, como o investimento em educação”, exemplifica Evanovick.

Tire seu título de eleitor pela internet!

A campanha “Se liga 16! Agora é a nossa vez!” já está a todo vapor. Lembre que o prazo para emitir o seu título de eleitor é até o próximo dia 5 de maio. Portanto, vá até um cartório eleitoral mais próximo de sua casa ou pela internet através do site www.tse.gov.br clicando neste link: Título Eleitoral.
Entre em contato com a UBES e leve a "Se liga 16" para a sua escola. UBES: (11) 5084-5219 / 5082-2924.

UEE-SP procura sensibilizar deputados de que o Pré-Sal pode revolucionar a Educação brasileira com a aprovação da PEC nº9

Diretoria da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes de São Paulo) apresentou pessoalmente aos deputados estaduais os impactos positivos da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional Paulista que pretende destinar 50% dos recursos oriundos do Pré-Sal à Educação, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente


Depois de uma caravana pelo Estado de São Paulo, fazendo uma ampla divulgação de sua bandeira, a diretoria da UEE-SP se reuniu na Assembléia Legislativa de São Paulo (ALESP) para debater as próximas atividades e visitar gabinetes de deputados em busca de comprometimento com a aprovação da nobre Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Paulista nº9, em tramite na Casa. "Hoje conseguimos debater e apresentar a PEC nº9 para pelo menos 20 deputados. A nossa meta é debater com os 39 autores que possibilitaram que a proposta esteja tramitando na ALESP" afirma o presidente da UEE-SP, Carlos Siqueira.

Com o parecer favorável assinado por Celso Giglio, deputado relator especial e líder da bancada do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) na ALESP, a PEC nº9 está pronta para entrar na Ordem do Dia. É a etapa em que, em duas sessões, a emenda será votada e precisa conseguir votos de pelo menos 57 deputados. “Estamos figurando a entrada da PEC nº9 na Ordem do Dia, para convencer mais deputados de sua importância. Pensamos em fazer um seminário e uma audiência pública para aprofundar o tema e ajudar nesta conscientização”, conta Carlos, que aproveitou a oportunidade para espalhar materiais de campanha pró PEC nº9 pelos corredores da ALESP.

Carlos considera o encontro com o deputado Campos Machado, líder do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na ALESP um dos mais produtivos, com chance de que ele se mostrou incline a favor da proposta. Uma grande parceira do movimento estudantil que esteve presente na blitz da UEE-SP em apoio à PEC nº9 é Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP). Entre os deputados estaduais que se comprometeram com a PEC nº9, estão: Simão Pedro (PT), Vanderlei Siraque (PT), Vicente Cândido (PT), Enio Tatto (PT), Hamilton Pereira (PT), Carlos Giannazi (PSOL), Raul Marcelo (PSOL), Campos Machado (PTB), Edson Ferrarini (PTB), Vanessa Damo (PMDB), Mauro Bragato (PSDB), Eli Correia Filho (DEM) e Luis Carlos Gondim (PPS).

Segundo Carlos, as urgências maiores de utilização dos recursos reivindicados são para, a nível básico e médio, a reconstrução de salas de informática, laboratórios de química, assistência estudantil; e a nível acadêmico, o aumento de vagas nas três universidades públicas paulista – Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (UNICAMP), Universidade Estadual Paulista (UNESP) - e aprimoração da Faculdade de Tecnologia de São Paulo. “Pensamos, ainda, em criar observatórios de educação nas 15 regiões do Estado, compostos por educadores, estudantes, gestores e funcionários.”

Reunião da Diretoria Executiva UEE-SP


A sexta reunião executiva da atual gestão da UEE-SP teve a PEC nº9 como centro de pauta, mas sem perder de vista o contexto político do momento, em que a sociedade se prepara para uma batalha eleitoral. “É nossa tarefa levar as reivindicações de mais qualidade na educação superior para os candidatos a governantes do Estado e do país”, comenta Marina Cruz, primeira secretária da UEE-SP. “Sabemos que mais financiamento pra educação é uma bandeira que garantirá um futuro melhor para todos”, completa. Ela lembra que a possibilidade de implementação da PEC nº9 no Plano Nacional foi aprovada por unanimidade de todas as entidades do ramo educacional, na primeira Conferência Nacional de Educação (CONAE), realizada no final de março, em Brasília

Na próxima terça-feira (20), o presidente da UEE-SP fará um pronunciamento para o Colégio de Líderes, no Salão Nobre da presidência. A esta altura, a esperança de uma educação de mais qualidade estará nas mãos dos deputados estaduais.


Histórico


A pedido da UEE-SP, o deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB-SP) criou e apresentou à Assembléia Legislativa um Projeto de Emenda Constitucional que visa garantir que 50% dos recursos oriundos do petróleo da camada pré-sal sejam destinados para Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia pelo Fundo Estadual para o Desenvolvimento Econômico e Social no Estado de São Paulo.


A primeira etapa do processo já foi vencida, com o parecer favorável de Giglio. “O deputado acredita que só haverá resultados consistentes de investimentos na educação caso sejam em longo prazo. Sabemos da necessidade de um acréscimo de recursos para a educação e a oportunidade do Pré-Sal é ideal para atingirmos os efeitos desejados”, comenta o assessor de Celso Giglio, Hernandez Piras.


A PEC nº9 foi divulgada pela UEE-SP em uma Caravana pelo Estado de São Paulo. Além da capital, percorreu mais de 1.500 km no Estado de São Paulo divulgando a PEC nº9, passando por câmaras e prefeituras de Ourinhos, Marília, Araçatuba, Santo André, Guarulhos, Jandira, São José do Rio Preto, Campinas, Itapecerica da Serra, Suzano, Jaguariúna, Jundiaí, Mogi Das Cruzes e Diadema.



Veja quem se comprometeu a aprovar a proposta que destina 50% dos recursos do Pré-Sal para as áreas de Educação, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente:



(Confira em breve as fotos e nome dos parlamentares comprometidos com a Educação!)



Fonte: Assessoria de Comunicação da UEE-SP

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Grana para o seu projeto: CCJ abre edital para propostas com foco em juventude

Edital Ocupação de Espaço, do Programa Faça Você Mesmo, tem inscrições abertas até 30/04

Para você que tem projetos na área de artes e cultura, como dança, teatro, música, história em quadrinhos, literatura, entre outros, o Centro Cultural da Juventude está com inscrições abertas, até 30 de abril, para o edital Ocupação de Espaço, do Programa Faça Você Mesmo. Se o seu projeto for selecionado, entra na programação mensal do CCJ e você recebe ainda a grana e o espaço para tocar a ideia.



Além de toda estrutura do CCJ para desenvolvimento e interação com o público-alvo, que deve ser de jovens entre 15 e 29 anos, o projeto recebe o valor de R$ 2.500,00. A escolha será feita por meio de processo seletivo, no qual serão classificados até 19 propostas para um final de 13 finalistas, sendo um para cada mês da grade de programação entre o período de maio de 2010 e maio de 2011. Os seis restantes ficam na reserva para o caso de desistências ou impossibilidade de contratação.



Na primeira etapa, é avaliada se a proposta é viável, isto é, se é possível de ser realizada em uma das áreas do Centro. Os critérios avaliados são: foco na juventude; relevância social, histórica, cultural e artística; caráter público; criatividade e ineditismo; número de pessoas atendidas; articulação com outros projetos; e viabilidade técnica. Já na segunda fase, acontecem entrevistas com os projetos pré-selecionados.



Curtiu e quer participar? Faça o download do edital no site do CCJ e entregue sua inscrição pelo correio ou pessoalmente de terça a sexta-feira, das 10h30 às 19h30, ou aos domingos e feriados, das 10h30 às 17h30. É preciso levar a ficha de inscrição preenchida, duas vias do projeto e declarações. O projeto precisa ter: identificação (nome completo, e-mail e telefone); justificativa; objetivos gerais e específicos do projeto; público-alvo; atividades a serem desenvolvidas; cronograma; descrição do material necessário; planilha de custos com discriminação e justificativa; e anexos com material informativo sobre o grupo ou projeto.



Mais informações pelo telefone (11) 3984.2466 ou pelo e-mail. ccjredessociais@prefeitura.sp.gov.br

domingo, 4 de abril de 2010

Fala Sério! Eleva o debate.

As declarações feitas no Jornal O Estado de São Paulo, do também defensor da volta ao regime democrático no Brasil, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, nessa mais uma vez o movimento estudantil sofreu um ataque desigual, o Movimento estudantil paulista das décadas de 90 do século passado, em especial aquele da Universidade Estadual Paulista, na entidade de Representação do Diretório Central dos Estudantes “Helenira Rezende”.
É datada a essa década a manifestação da Marcha dos Cem Mil, a comunhão dos movimentos sociais e de partidos de esquerda, em defesa da própria soberania Nacional, pensada e sentida no papel e do desejo de Historias de vidas diversas.
Ora! Ou alguém pensa na possibilidade de não considerar a participação político social dos componentes da sua sociedade. Continuo agora na batida explicativa desta aula de mobilização, acreditávamos e ainda somos firmes nos sonhos coletivos de melhora da inserção do Brasil, nas decisões de sua própria economia, algo conquistado pelo governo do Estadista Luiz Inácio Lula da Silva, além do mais, a pauta dos diálogos sociais defendiam o Programa Universidade Para Todos, melhorias para educação, tomava posição efetiva contra a flexibilização e a perca de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, em especial a política dos Planos de Demissão Voluntaria.
Na época, FHC, definiu em rede nacional, a Manifestação da Marcha dos Cem Mil, por ele é considerada a Marcha dos Sem Rumos. Comentar esse fato é crucial, pois tal comentário apenas vocifera o nível de comprometimento do dialogo do sociólogo com os Movimentos Sociais.
A um véu a ser deposto das nossas faces sofridas da classe presente na Marcha dos Cem Mil, a política de critica de apelo emocional, apegada ao tom de voz despretensioso, nos revelaram o teor dos debates de todo o tecido social da social democracia brasileira, mais conhecida como Tucanato.
Voltando ao copo do ataque, bebam o amargo do passado, quem veiculava a frase nos seus materiais de conscientização de classe, era uma grande parcela do Movimento Estudantil da UNESP, todas as frases celebres de nota de FHC, são muitas, estas viraram até mesmo ordem de canto. Agora ele vem e diz nunca ter proferido tais palavras, mas ao mesmo tempo credita seu livro aos profissionais de imprensa, seria esta, a grande e velha formula mágica para a defesa de seus ideais no Mass Media? Não podemos responder de imediato, contudo as nossas atenções estarão voltadas ao papel desses mass media no cenário político da Eleição desse ano. Afinal você ai parado pode estar sendo manipulado.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Movimento de ocupação pede saída de coordenadora e mais vagas por moradia

Da Ocupação para a Sociedade

CARTA ABERTA

“Perfil para dizer basta”

Para um estudante de baixa renda, a falta de um lugar para morar e de condições para se alimentar podem significar a desistência de cursar o ensino superior. Os que, apesar disso, ainda não desistiram, vêm passando por muitas dificuldades para cursar a graduação na USP, por conta da restrição cada vez maior nas políticas de permanência. Os moradores do CRUSP tentaram incessantemente solucionar estes problemas por meio do diálogo com a direção da Coordenadoria de Assistência Social da USP (COSEAS), que não demonstrou nenhuma disposição para resolvê­los. Ao contrário: sua direção tentou intimidar os moradores presentes nas reuniões de negociação, não cedeu sequer vagas emergenciais suficientes para os calouros de 2010, deixando 100 pessoas de fora, e negligenciou todas as outras reivindicações. Como se não bastasse, a diretora Rosa Godoy apresentou, diante de uma câmera, relatórios produzidos por um serviço interno de espionagem que viola a nossa privacidade. Esses relatórios são anexados aos documentos de avaliação “socio­econômica” de moradores do CRUSP, submetendo a concessão e a continuidade das bolsas a critérios obscuros, justificados por apontamentos de “agentes de segurança”, pois o intuito não é realmente verificar a condição sócio­econômica dos estudantes e sim administrar os recursos insuficientes que a universidade destina à assistência estudantil, excluindo o maior número de pessoas possível.

A vigilância de nossas vidas privadas é um fato escandaloso e inadmissível. O aparato de vigilância de Rosa Godoy tem outros objetivos que não a nossa segurança como, por exemplo, reunir dados para a tese sobre “saúde coletiva” da Marília Zalaf. Será um acaso que por vezes se condicione a permanência de um estudante na vaga da moradia à submissão do mesmo a um tratamento psiquiátrico? (Disso há provas documentais). No conto “O Alienista” de Machado de Assis, o “médico da alma” Simão Bacamarte vai internando um a um todos os habitantes da cidade de Itaguaí no hospício. Quando finalmente estão todos internados ele conclui, à luz da ciência, que não é possível que sejam todos loucos. O louco devia ser ele mesmo, que decide internar­se a si próprio. Marília Zalaf é nossa Simão Bacamarte. Outra função da vigilância é registrar tudo o que fazemos para o caso de poderem usar isso contra nós. Se acolhemos um estudante excluído pelo processo míope de seleção, sem “perfil” para morar e comer, fica registrado que nós abrigamos “hóspedes irregulares”. Além de eufemismo para a exclusão, esse selo burocrático pode designar qualquer visita (mesmo esporádica!) que recebamos. Até mesmo filhos de moradores são “hóspede irregulares” nas fichas das portarias, como o bebê de dois meses que recebeu uma ordem de despejo. Também há relatórios dos vigias à COSEAS a respeito de pequenas confraternizações, mesmo “sem reclamações”. E até quando discutimos coletivamente nossos problemas, isso configura para a instituição um desvio de conduta. Relatórios do serviço de mexericos e espionagem da COSEAS descrevem detalhadamente nossas assembléias, com assuntos discutidos e identificação por nome, apartamento e até apelido das pessoas presentes. Se uma assembléia é assunto da segurança então a discussão política deve ser crime no entendimento da direção desta Coordenadoria. Política só é crime em regimes de exceção. Mesmo o regimento interno do CRUSP, que não teve participação de moradores em sua elaboração, prevê nosso direito a discutir nossos problemas. Não estamos em “1984” e o Big Brother é na Globo, não no CRUSP. Não aceitamos a bisbilhotice de Rosa Godoy.

A quantidade exata de vagas insuficientes é de difícil avaliação. Em primeiro lugar, não sabemos ao certo quantos desistem do curso por terem sua vaga recusada. Em segundo lugar, esse número ainda não responderia a questão satisfatoriamente. É sabido que nem todos os que precisam de moradia sabem da existência das políticas de permanência, pois esta coordenadoria se esforça muito pouco para divulgá­-las. Além disso, os dados de solicitação negada de bolsas geralmente são ocultos, e a Comissão Jurídica da USP delibera a não divulgação das listas de classificados e não­-classificados a partir do ano de 2006, o que deixa o processo seletivo ainda menos transparente. A demanda real é maior do que aquela que a COSEAS é capaz de registrar. E isso não é por acaso: é resultado de um amplo conjunto de estratagemas de sua direção para esquivar­-se do verdadeiro problema: falta de vagas. Pura e simplesmente falta de vagas, por conta de uma política histórica da reitoria da USP de restrição, demolição de blocos da moradia e transformação de outros em organismos burocráticos da universidade. Assim, podemos afirmar que, todo ano, pelo menos 500 pessoas têm a bolsa­ moradia negada. No ano de 2008, especificamente, sabemos que 800 pessoas ficaram nesta condição. E a cada ano a demanda cresce.

Neste ano, a diretora da Divisão de Promoção Social Marisa Luppi pretendia marcar o fim das inscrições para o alojamento emergencial para o dia 22 de fevereiro (primeiro dia de aulas). Desse modo, a maioria dos calouros perderia a data. Só os que, num lance de sorte, soubessem a tempo poderiam se inscrever. A papelada do processo seletivo daria a ilusão de que sobraram vagas. É com esse tipo de ilusionismo que a Sra. Rosa Godoy tenta enganar a todos. É esse tipo de truque que se tenta travestir de ciência, citando números que não correspondem a nada, meros argumentos de autoridade. Eis aí um flagrante de um dos critérios que se adota: a sorte. Por aí podemos medir a competência desta coordenadoria para gerir o processo de seleção do CRUSP. Se o critério é a sorte não são necessárias as enormes despesas com os salários da direção da COSEAS, basta que a universidade adquira uma roleta ou que os estudantes tirem as vagas no palitinho. Outro dado interessante: na seleção do alojamento emergencial deste ano, descobrimos a seguinte pérola: um aluno com bolsa negada tinha a mesma pontuação que um outro aluno, que ganhou a bolsa. O que tirou a bolsa de um deles foi estudar no período matutino: claro, se você acorda cedo então tem “perfil” pra passar a tarde inteira voltando pra casa. Já no processo seletivo para uma vaga permanente existem três critérios pontuando o quesito distância: gasto com transporte, tempo gasto pra chegar e a propria distância. Enquanto critérios que são cruciais, como renda, são descaracterizados numa tabela de cálculo totalmente furada. Exemplo: quanto mais pessoas desempregadas há na família menos pontos ganha o estudante. Como se as camadas mais pobres da sociedade não sofressem com o desemprego. É óbvia a mensagem velada de Rosa Godoy nesse caso: um desempregado, potencial gerador de renda, deveria estar trabalhando!

Mas o absurdo pode ser ainda mais grotesco: em reunião com a AMORCRUSP (16/10/2009), Rosa Godoy disse não haver expulsões noturnas e nem diurnas de moradores pois, segundo nosso regimento, estas expulsões só poderiam existir depois dos processos passarem por uma comissão mista, que não se reúne há mais de um ano. Depois, em outra reunião(18/11/2009), para evitar a assinatura de uma declaração, disse que não era bem assim, que verificou e descobriu que houve alguns casos. Nós que convivemos nesta moradia sabemos das atrocidades que acontecem nas madrugadas, escondidas na periferia da Cidade Universitária. Registremos um exemplo estarrecedor: há quatro anos um morador foi surpreendido de madrugada com a entrada brusca de agentes de seguraça da COSEAS em seu apartamento, que vieram expulsar seu hóspede, sem portarem nenhum mandado legal para isso. Por tentar chamar a atenção de outros moradores para o fato acionando um alarme de incêndio, nosso colega foi detido e depois preso por alguns dias, episódio que lhe acarretou todos os transtornos imagináveis.

É clara a implementação de uma política de controle e repressão sobre os estudantes que necessitam de políticas de permanência, e também e evidente a exploração dos funcionários desta instituição. Aos estudantes pobres: criminalização e exclusão; Aos trabalhadores: super­exploração. Diante de todos os fatos expostos, percebe­se que a classe trabalhadora só é desejada na USP para servir calada. Sob condições precárias e salários aviltantes, os funcionários dos restaurantes universitários há anos vêm reivindicando melhores condições. Muitos adquirem lesões físicas (como tendinite, bursite) por conta do trabalho pesado e do número reduzido de funcionários (até o ano passado a defasagem era de 52 funcionarios). E a reitoria da USP, junto com a direção da COSEAS, só tem respondido com terceirizações, que precarizam ainda mais o trabalho e os afasta de responsabilidades trabalhistas.

O corte das 600 antigas “bolsas­-trabalho” (que já não eram satisfatórias, pois exigiam que os alunos cumprissem tarefas que na verdade caberiam a novos funcionários), um programa que garantia a possibilidade de renda para alguns estudantes, também causou muitos transtornos nas nossas vidas. A reitoria da USP afirma que tais bolsas foram substituídas. Mentira! O que temos hoje são algumas bolsas de “pesquisa”, vinculadas a critérios meritocráticos e também obscuros, uma vez que dependem da opinião pessoal de um professor. E que custam menos pra reitoria pois as antigas bolsas eram vinculadas ao salário mínimo (hoje R$510,00) enquanto as estáticas bolsas “ensinar com pesquisa” e “aprender com cultura e extensão” são de R$300,00. A burocracia universitária realmente nos acha incompetentes e o belo discurso retórico de Rosa Godoy acha que nos convence, mas também sabemos fazer simples continhas de multiplicação pra saber que 600 bolsas de um salário mínimo custariam a universidade hoje R$336.000,00 emquanto as 900 atuais custam R$270.000,00, uma redução de quase 20% em nossos direitos. Queremos melhores condições para estudar, que é o que um estudante tem que fazer e por isso exigimos a criação de bolsas de estudo (não vinculadas a nenhuma atividade em substituição às antigas bolsas cortadas), com critérios puramente sócio­econômicos.

Por vigiar nossas vidas privadas, por camuflar e ignorar o problema das vagas insuficientes e limitar­-se a administrar essa precariedade, por usar critérios de seleção absolutamente descabidos, pela desumanidade das expulsões arbitrárias, pelo descaso com os funcionários e por seus argumentos ilógicos, que desdenham o debate por se amparar na autoridade, não acreditamos na competência da direção da COSEAS para gerir o CRUSP. O diálogo nos foi negado.

E por tudo isso, exigimos:

1.Mais vagas na moradia.
◦Que seja atendida de imediato a demanda por alojamento emergencial.
◦Que os espaços da moradia sejam usados para moradia e não por sucursais da COSEAS (terreo do B, terreo do E e este espaço do G) que já tem sede própria.
◦Desocupação dos nossos blocos K e L que foram invadidos pela reitoria.
◦Conclusão das obras do novo bloco da moradia.
◦Criação de um programa de ampliação das vagas anualmente.
2.Desmantelamento completo do serviço ilegal de vigilância e fim das práticas violentas da COSEAS.
◦Realocação profissional dos agentes de segurança da COSEAS.
◦Fim da função de elaboração de relatórios por parte dos agentes da portaria do CRUSP.
◦Fim da interferência das assistentes sociais na vida pessoal e política dos cruspianos.
3.Fim das expulsões arbitrárias de estudantes da moradia.
◦Que comissões de moradores analisem os casos de término de curso.
◦Que a deliberação a respeito da saída de moradores seja de competência da Assembleia Geral de Moradores do CRUSP.
4.Afastamento das coordenadoras da COSEAS de seus cargos: Marília Zalaf, Marisa Luppi e Rosa Godoy, responsáveis pelo “Programa de ação comunitária e Segurança ”.
5.Autonomia dos estudantes nos espaços cruspianos e sobre os processos seletivos para os programas de permanência.
◦Que a COSEAS retome sua função de zeladoria.
6.Contratação de mais funcionários para os restaurantes universitários e melhoria das condições desumanas de trabalho, de acordo com as reivindicações do SINTUSP.
7.Substituição de fato das “bolsas­-trabalho” por uma bolsa de estudos com critérios exclusivamente sócio­-econômicos.
8.Que não sejamos obrigados a uma jornada dupla (trabalho e estudo) para suprir nossas necessidades básicas.
São Paulo, 22 de março de 2010
A Ocupação